As decisões

O diagnóstico está feito: a próxima década será caracterizada por mudanças extraordinárias, galopantes, nas estruturas económicas e sociais.

Um outro mundo está a chegar. Não, talvez, o “admirável mundo novo” de Aldous Huxley, mas um tempo de transformações assentes em inovações tecnológicas que tornarão melhor a Humanidade.

Naturalmente, as inevitáveis rupturas, radicais algumas, consagrarão situações complexas, dolorosas mesmo – nos domínios empresarial, laboral, da informação, do ensino, da saúde, do envelhecimento, etc.

Sabe-se que a demografia é um problema particularmente grave, de difícil resolução. Sabe-se que a maioria das profissões hoje existentes desaparecerão em breve para dar lugar a outras. A inteligência artificial é fascinante, mas os riscos que comporta não podem deixar de ser enfrentados.

Nesta perspectiva, o desenvolvimento da investigação portuguesa é crucial para antecipar as transformações e suas consequências, para monitorizar as “visões”, para preparar as decisões.

Assim, desnecessário se torna enfatizar a oportunidade dos debates que vão acontecer durante o 8.º Congresso Nacional dos Economistas. As suas conclusões constituirão importantes contributos para decisões/opções que urge tomar.