A marca Portugal

O mármore de Estremoz ainda é mais apreciado no Médio Oriente se o marketing o transformar em “mármore de Carrara”? Provavelmente sim. Porquê? Porque a marca país Itália suplanta a marca país Portugal.

O azeite português tem que passar por Espanha para conquistar os EUA? Parece que sim. As razões são as mesmas do mármore: a marca país Espanha vende melhor do que a marca país Portugal.

Na verdade, se há produtos que nenhuma campanha “fraudulenta” consegue adulterar – casos da cortiça, do Vinho do Porto, ou mesmo da Via Verde que exportámos – há outros que não resistem ao facto da marca país Portugal se encontrar (ainda) na 43.ª posição do ranking mundial.

A situação vem mudando nos últimos tempos – veja-se o caso do calçado, que já não necessita de passar por Itália para ganhar o mundo.

Naturalmente, a mudança tem a ver com o esforço e nova mentalidade dos industriais, cada vez mais cientes de que só com a qualidade dos produtos, um design permanentemente actualizado, campanhas globais assertivas, é possível competir a nível global.

E, claro, com a valorização da marca Portugal – a qual tem muito a subir no ranking mundial.

Neste número dos Cadernos de Economia, o tema é analisado por alguns dos maiores especialistas portugueses.