Grandes interrogações

Os balanços estão feitos. E, como sempre acontece, há balanços para todos os gostos.

Em boa verdade, pode dizer-se que 2019 não foi mau – no plano das finanças públicas; em termos de criação de emprego; em relação à imagem internacional do País. A “concertação” correu bem, os conflitos laborais foram, na sua grande maioria, resolvidos, enfim, foi um ano de relativa paz social.

Importa, agora, olhar para 2020 – um ano que, a par de alguns sinais positivos, apresenta grandes interrogações no domínio da economia, da concertação social e, também, da política pura e dura.

Sabe-se que a saúde da economia portuguesa está ligada ao volume das exportações. Por isso, e não apenas por isso, não se pode esquecer a frágil conjuntura internacional, desde a Europa à América Latina e ao Médio Oriente, ao mesmo tempo que se espera que as recentes boas notícias acerca do acordo EUA/China não sofram um novo revés.

A previsões para 2020 não são consensuais entre os analistas. Também nós temos muitas interrogações. Mas afastamos, de todo, qualquer cenário catastrofista.