No momento em que a Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu aprovou a nomeação da ex-directora do FMI para presidente do BCE, Christine Lagarde garantiu que não pretende desviar-se da linha definida por Mário Draghi, tanto na vigilância das taxas de juro e de inflação, como na adopção de medidas de estímulo da economia.

Todavia, há uma coisa em que espera distinguir-se do seu antecessor: “espero nunca ter de dizer que vamos fazer tudo o que for preciso (para preservar a Zona Euro), porque, se tiver, isso significa que os restantes agentes económicos não estão a fazer aquilo que devem fazer”, declarou Lagarde em resposta a uma pergunta do eurodeputado Pedro Marques sobre o compromisso assumido por Draghi para salvar a moeda única.

A ex-directora-geral do FMI e antiga ministra das Finanças de França foi ouvida pela Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu. No fim, os eurodeputados aprovaram, por larga maioria, uma proposta a recomendar Christine Largarde para o cargo.

A votação da recomendação pelo plenário ocorrerá em Estrasburgo, na sessão entre 16 e 19 de Setembro.

No seu discurso de apresentação, Lagarde sublinhou ser fundamental uma maior coordenação europeia na condução política orçamental, “até para evitar sobrecarregar a política monetária”. Manifestou-se “convencida que devemos ter regras mais simples e eficientes, que podem ser complementadas por um instrumento orçamental para a Zona Euro.

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