O Economista, edição 2019

12,50

Anuário

Descrição

Anuário da Economia Portuguesa • 32.ª edição • 2019 • 138 páginas • 205x290mm • ISSN 1646-9909

De um ponto de vista objectivo, pode dizer-se que Portugal e a sua economia atravessam um período de estabilidade. Contudo, estabilidade condicionada. Desde logo, pela turbulência internacional: a guerra comercial EUA/China, o endividamento das empresas chinesas, a estratégia ardilosa de Putin, as ambições de Erdogan, as multifacetadas pontas do conflito do Médio Oriente. E os problemas da União Europeia, com o Brexit em destaque. Portugal, sabe-se, é um país com uma economia aberta, vulnerável aos ventos provindos das zonas agitadas do globo. Dizem-nos que o País está preparado para enfrentar a nova crise mundial – agora anunciada não apenas pelo controverso Nouriel Roubini. Aqui manifestamos o maior cepticismo em relação a esse “trancar de portas”. A “tempestade”, a acontecer como tudo indica, será imparável. Se deflagrarem, se a crise explodir, as “bombas” de Washington, Pequim e Moscovo não deixarão de provocar danos em Portugal. Preparemo-nos, pois. Façamos os trabalhos de casa, e muitos e complexos precisam de ser feitos, a começar pelas sempre faladas e sempre adiadas reformas. Depois, sim, talvez seja menos difícil enfrentar a crise internacional que os “gurus” prevêem.